Revista TH Junho / Julho 2018

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A Revista Oficial da Terapia Holística • 11 O fenômeno da dor orgânica ainda não está esclarecido pela ciência moderna que tenta explicar por intermédio de estudos científicos as inúmeras manifestações dolentes do ser humano. A dor, é desconhecida e, conhecida. Sabemos dela em nossas entranhas, e mal sabemos como integrá-la em nossa subjetividade. É um fenômeno que surge sem dar aviso, surpreendendo-nos como sua força ambivalente e dominância imperiosa. Existindo, o que fazer dela? Anestesiá-la ou torna-la inferior? E se a colocarmos dentro, que recursos possuímos para tolerá-la? (GROMANN,1999). A dor psíquica não pode ser evitável, tampouco, pode-se afirmar que não é verdadeira. Entretanto, a postura de negação da dor é uma fantasia, pois a mesma continua. A natureza inaugural do humano é, portanto, a dor. E é por isso que venho insistindo na ideia de que a humanidade é uma espécie dolorida. O “bom” funcionamento do corpo humano, tal como é concebido na contemporaneidade, que implica naquilo que se denomina saúde, nada mais é do que um desejo de retorno a um estado nirvânico onde dor, depressão e angústia não existem, mas onde o humano também não existe. (BERLINCK,1999). Segundo o Manual Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, 4ª edição, da Associação Americana de Psiquiatria, a dor é mais frequente do que a queixa principal e requer intervenção terapêutica. Nota da redação: do ponto de vista legal, somente MÉDICOS podem diagnosticar transtornos mentais, pois tratam-se de doenças e, como tal, monopólio médico quanto a diagnose e tratamento. Sabemos o que representa a dor para aquele que vive o alívio das dores extremas e a dimensão imprecisa da experiência dolorosa (VOLICH,1999). Conceitos com relação à natureza da dor sempre foram discutíveis. Às vezes, é confundida com desordem de somatização. No entanto, nos últimos tempos, a dor é descrita como uma entidade multidimensional com o envolvimento igual do sistema nervoso central, cognições e emoções. As palavras “dor” e “sofrimento” têm sido frequentemente usadas como sinônimos, mas a experiência do sofrimento foi diferenciada da dor. O sofrimento tem sido definido como a indulgência da experiência da dor, mas também inclui vulnerabilidade, desumanização, perda do senso de si mesmo, esforços de enfrentamento bloqueados, falta de controle sobre o tempo e o espaço e incapacidade de encontrar significado ou propósito na experiência dolorosa. O t e rmo “sofrimento” tenta transmitir a experiência da dor além dos atributos sensoriais. (KUMAR; ELAVARASI,2016). A conduta humana não é predeterminada pelas condições de vida e sim pela satisfação de necessidades com liberdade, isto significa dizer que devemos fazer os enfrentamentos necessár ios para minimizar o dolorido.

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