22 • A Revista Oficial da Terapia Holística
Para que aconteça esse processo de integração
das partes dissociadas, ou seja, inconscientes, ao ego,
consciência, não basta um entendimento racional dos
conteúdos inconscientes.
É necessária a vivência energética dos símbolos
do inconsciente como forma de trazer essa energia
para a consciência.
Dançar é celebrar, é a demonstração dos
sentimentos quando as palavras são insuficientes.
O homem primitivo dançava em todas as ocasiões,
ao amanhecer, na morte, no nascimento, para celebrar
um encontro, o casamento, a boa caça, o plantio e a
colheita.
A primeira representação de uma dança em
grupo encontrada na história da humanidade, data de
8.000 anos a.C., é a Roda de Addaura, localizada em
Palermo na Itália, a cena retrata sete pessoas dançando
ao redor de outras duas pessoas que se contorcem no
chão.
As técnicas expressivas são utilizadas como meio
de facilitar a comunicação entre o Self e o ego e visam
propor uma experiência menos racional no contato com
os conteúdos do inconsciente.
Através da descentralização do ego ativam a
base arquetípica dos símbolos, acessando áreas menos
acessíveis às palavras.
Desta maneira, são normalmente usadas quando
as palavras já não conseguem expressar as emoções e
os sentimentos que estão ocultos no inconsciente.
A utilização das técnicas expressivas tem como
objetivo proporcionar um processo “harmonizante”
à psique pois, intensificam a elaboração simbólica e
ampliam esse contexto para além do contexto verbal.
São técnicas capazes de despertar e trazer à tona
conteúdos conscientes e inconscientes, necessários à
evolução do ser, propiciando assimo desenvolvimento do
processo de individuação, a realização da personalidade
em sua totalidade.
O que viso é produzir algo de eficaz, é produzir
um estado psíquico, em que meu Cliente comece a
fazer experiências com seu ser, um ser em que nada
mais é definitivo nem irremediavelmente petrificado...
É produzir um
estado de fluidez, de
transformação e de vir a
ser.
Muitas vezes as
mãos sabem resolver
enigmas que o intelecto
em vão lutou por
compreender.
M o d e l a n d o
um sonho, podemos
continuar a sonhá-lo
com mais detalhes, em
estado de vigília, e um
acontecimento isolado,
inicialmente ininteligível,
pode ser integrado na
esfera da personalidade
total, embora inicialmente
o sujeito não tenha
consciência disto.
Para Jung, o Self é a
essência do ser. Em busca
dessa essência é que cada
indivíduo deve viver a
sua vida, construindo os
caminhos para o processo
de individuação, ou seja,
de realização desse Self.
No
caminho
para integrar as partes
dissociadas e fazer-se
revelar o Self, Jung fala
sobre a importância de
vivenciar os símbolos,
experienciar os afetos
e as emoções mais
do que interpretá-los
racionalmente.
Jung declara que o
essencial, é bom repetir,
não é a interpretação
e compreensão das
fantasias, mas a vivência
que lhes corresponde.




